OS 75 ANOS DA MARCA ITALIANA DE FERRÃO NA CAUDA

Fundada em 1949 por Carlo Abarth e pelo piloto de corridas Guido Scagliarini, a Abarth & C desenvolveu e modificou uma gama de carros desportivos que deixaram uma marca memorável no panorama do automobilismo. As atividades da empresa têm variado desde a construção e corrida de carros desportivos até à oferta de kits de afinação para carros de estrada, todos infundidos com o espírito competitivo de Carlo Abarth. Acumulou 10 recordes mundiais, 133 recordes internacionais de velocidade e mais de 10.000 vitórias em pistas ao longo dos seus 70 anos.

Em 2024, a Abarth comemora o seu 75º aniversário, e escolhemos alguns dos nossos favoritos.

Fiat-Abarth 750 Zagato

A Abarth agora é mais conhecida pelas suas alterações e melhorias para carros de estrada, mas nos primeiros dias não era incomum a empresa simplesmente pegar no chassis de um carro de estrada e reformulá-lo completamente. O trabalho do designer Zagato no chassis Fiat 600 resultou num dos carros mais bonitos que a Abarth já fabricou, com um peso de 535 kg e um motor de 747 cc atualizado – que deu ao carro o apelido de 750 – ajudou o Zagato a terminar em primeiro lugar na classe no Mille Miglia de 1957.

Abarth 2200 Coupé

Entre os anos 1959 e 1961, Carlo Abarth esteve interessado em produzir uma gama de “grand tourers” elegantes e calmos, mas que mantivessem o elevado desempenho que os clientes Abarth conheciam. Nasceram três modelos, sendo um deles o Abarth 2200 Coupé, carroçaria da empresa Allemano, sediada em Turim. Mais caros que um Aston Martin e duas vezes mais caros que um E-Type, esses coupés eram o auge da elegância e do desempenho. Em 1961 uma nova edição deste modelo apareceu depois da FIAT aumentar a cilindrada da sua gama superior para 2.300cc. Oportunidade aproveitada pela Abarth para expandir o motor para 2,4 litros, atingindo 142CV para o 2400 Coupé Allemano.

Abarth 595

Se fosse condutor de um Fiat 500 no início dos anos 60, a única pista que teria de que um Abarth 595 tinha parado ao seu lado no semáforo poderia ter sido algumas riscas na pintura ou uma postura ligeiramente mais baixa e agachada. Isso até o sinal ficar verde, quando sua potência de 30 cv, quase o dobro do seu 500D de 17 cv, viu o Abarth de 594 cc desaparecer no horizonte. Brilhantemente, os kits de ainda estão disponíveis para venda atualmente.

Fiat-Abarth 124 Rally

Os roadsters não são uma escolha natural para ralis, porque as suas carroçarias abertas não têm a mesma resistência dos carros de teto fixo. Com um chassis leve, o 124 Sport Spider foi um carro de rali do Grupo 4 surpreendentemente competente. Além do reforço necessário, a Abarth equipou um motor 1.8 litros de 126 cv, um tejadilho rígido e suspensão traseira independente, juntamente com painéis de carroçaria em fibra de vidro e alumínio que ajudaram a reduzir o peso do Spider.

Fiat 131 Abarth Rally

O bem sucedido Fiat 131 Abarth alcançou 3 títulos mundiais de Construtores e 1 de piloto. A história do Fiat 131 Abarth nos ralis ficará sempre ligada a Portugal, já que foi na prova portuguesa do Mundial de Ralis que Markku Alen obteve a vitória do modelo no WRC. O 131 estreou-se no Giro de Itália de 1975, ainda como protótipo, contudo, só em Janeiro de 1976 o Fiat 131 Abarth ‘nasceu’ para os ralis. Com o motor de 2 litros e 16 válvulas do Lancia Beta, caixa de 5 velocidades, fez sucesso.