Leilões em Monte Carlo
Os leilões de Clássicos de Monte Carlo apenas se realizam de dois em dois anos – a par do Grande Prémio Histórico –, mas são sempre motivo de notícia. Duas das maiores leiloeiras do sector dos Automóveis Clássicos, a RM/Sothebys e a Bonhams, voltam a “encontrar-se” no Mónaco, com catálogos que são inesquecíveis.
A primeira leva a leilão 87 automóveis (a que se somam 13 lotes de automobilia e uma lancha Riva). A segunda apresenta-se com um total de 156 lotes, que vão desde gravatas (de Le Mans) a muitos automóveis.
No próximo dia 13 de Maio, certamente que na imprensa generalista a notícia será por quanto foi vendido o Lamborghini Huracan do Papa Francisco – viatura de 2018, que foi oferecida ao Sumo Pontífice e que agora será leiloada para gerar verbas para apoiar instituições de solidariedade –, mas o que nos interessa aqui são os Clássicos.
E nessa matéria não faltam motivos de interesse. Como é habitual nestes eventos, deverão ser os modelos da Ferrari a atingir os valores mais altos, com a RM/Sothebys a ter como estrela um 250 GT Berlinetta Competizione “Tour de France”, de 1957, estimado em mais de sete milhões de euros, e a Bonhams a apresentar um 625 Targa Florio, de 1953, avaliado em valor idêntico.
Mesmo com a presença de carros de Fórmula 1 míticos dos anos 90 – guiados por Ayrton Senna ou Michael Schumacher –, deverão ser os Antigos a atingir preços mais elevados.
Não se pense, porém, que todos os automóveis em leilão são de milhões. Em Monte Carlo, numa venda como na outra, haverá, também, modelos “normais”, como um Fiat 600D Multipla ou uma Autobianchi 500 Giardineira, ambos do catálogo da Bonhams, um Fiat 500 N ou um Mini Moke, no catálogo da RM/Sothebys.