Os números
do outro mundo
das Mille Miglia

 

Enzo Ferrari chamava-lhe “la più bella corsa del mondo”. Referia-se, é certo, à versão original das Mille Miglia, que em 1957 deixaram de ser uma prova de Velocidade. Regressaram duas décadas depois, como Rali de Regularidade, sendo hoje a prova mais importante do Mundo nessa especialidade.

Um dos eventos mais importantes do calendário anual da FIVA, ano após ano reforça esse estatuto, com números que ilustram bem a grandeza do evento.

Para a edição de 2019, a organização das Mille Miglia recebeu 725 pedidos de inscrição, provenientes de 44 países, vindo a ser admitidos à partida 430 automóveis, com equipas de 33 nacionalidades, com os italianos, naturalmente, em maioria, com cerca de um terço dos participantes.
Admitindo apenas modelos que tenham participado nas Mille Miglia originais, que se disputaram de 1927 a 1957, no total alinharam à partida automóveis de 75 marcas diferentes, sendo a mais representada a Alfa Romeo (que venceu a edição deste ano, com a dupla Giovanni Moceri-Daniele Bonetti), seguida da Jaguar, da Fiat e da Mercedes-Benz.
Por último, registe-se que 108 automóveis não se limitaram a ser do mesmo modelo das originais Mille Miglia: eram, na verdade, automóveis que correram entre 1927 e 1957, entre Brecia e Roma.